O outro lado do medo (parte 2)
Entretanto, a minha prima mais nova, Mimi, avisou que iria chegar a meio da manhã - pelo menos dera uma justificação aceitável, já que na gravação da curta metragem "De pé, contra o Destino!" adormecera e chegara cerca de duas horas depois do combinado. Era necessário arranjar uma solução! Primeiramente, gravar-se-ia a segunda cena da curta, na qual só entravam as gémeas. De seguida, Mara e Susana fariam também a sua parte do photoshoot e, por fim, gravaria a primeira cena com a Mimi, depois de esta fazer a sua sessão fotográfica.
Iam começar as gravações! A claquete já estava preenchida e pronta para aparecer em frente à câmara que o meu padrinho, o André, gentilmente me oferecera. As atrizes já sabiam as suas falas e como se haviam de movimentar durante a cena. Estava na hora de gravar! Muito atento a todos os pormenores que incluíssem o colar e o caderno (os adereços), as cadeiras (onde as gémeas Mara e Susana se iriam sentar) ou outro movimento que fosse gravado pela câmara, aqui O rapaz dos filmes terminava a gravação de cada take com um simples mas sincero:
- Perfecto!
Enquanto a Mara brincava com o colar, que era o adereço principal da curta metragem, comprado por uns três euros numa loja dos chineses, a Susana preocupava-se com um pedaço de papel que tinha de cair intencionalmente do caderno em direção a um determinado local. Depois de terminada a sessão de fotos com as duas personagens principais, chegara a Mimi que, mais uma vez, se desculpara. Enquanto as atrizes principais descansavam (ou melhor, jogavam à bola), a minha prima mais nova tirava as suas respetivas fotografias vestindo a pele da sua personagem. A cena dois e o photoshoot estava concluídos - era altura de terminar as gravações da manhã com a realização da primeira cena.
Como sempre fazia, expliquei aos integrantes da curta como iria ser gravada a cena, as movimentações que cada um teria de efetuar, a atenção às expressões faciais e aos pormenores de cada take, entre outros assuntos que podiam fazer a diferença no resultado final da curta. Na primeira cena, Mimi simplesmente tinha de estar deitada no chão, representando a morte de uma das suas personagens. Um papel simples que deu muitos problemas porque, ou a minha prima se ria, ou então demonstrava o seu lado mais rebelde ou, na sua perspetiva, o mais cool. Como? É melhor não ser escrito, pois há certas coisas que mais vale esquecer do que imortalizar...
Depois de ultrapassada essa fase da Mimi, chegou a vez da Susana. O suposto era as gémeas pegarem na minha priminha, segurando uma os pés e a outra os ombros e braços, e levá-la para um outro local da garagem. Porém, Susana não conseguia pegar na Mimi - a força não estava com ela. Assim, tive de me desembrulhar daquela situação com um pouco de magia cinematográfica. O rapaz dos filmes iria gravar de um ângulo em que ele e a Mara pegariam inicialmente na Mimi; no entanto, não daria para se perceber que era eu a pegar, em vez da Susana, pois só se viam os pés. Ainda bem que eu e a Susana tínhamos calçado sapatilhas ambas pretas. Mais uma situação resolvida!
As gravações da manhã tinham terminado e estava na hora do almoço. Todos ajudaram a arrumar o material que fora usado, e o combinado era irmos almoçar a casa da avó Cila - que ia fazer o seu famoso esparguete com carne estufada. Mais uma vez, o tempo parecia não querer ajudar. Ainda bem que tinha levado um guarda-chuva; embora só o tenha usado eu e uma das gémeas. As outras duas raparigas estavam com tanta fome que decidiram usar apenas o carapuço e correr. Era uma manhã de inverno rigorosa...
Iam começar as gravações! A claquete já estava preenchida e pronta para aparecer em frente à câmara que o meu padrinho, o André, gentilmente me oferecera. As atrizes já sabiam as suas falas e como se haviam de movimentar durante a cena. Estava na hora de gravar! Muito atento a todos os pormenores que incluíssem o colar e o caderno (os adereços), as cadeiras (onde as gémeas Mara e Susana se iriam sentar) ou outro movimento que fosse gravado pela câmara, aqui O rapaz dos filmes terminava a gravação de cada take com um simples mas sincero:
- Perfecto!
Enquanto a Mara brincava com o colar, que era o adereço principal da curta metragem, comprado por uns três euros numa loja dos chineses, a Susana preocupava-se com um pedaço de papel que tinha de cair intencionalmente do caderno em direção a um determinado local. Depois de terminada a sessão de fotos com as duas personagens principais, chegara a Mimi que, mais uma vez, se desculpara. Enquanto as atrizes principais descansavam (ou melhor, jogavam à bola), a minha prima mais nova tirava as suas respetivas fotografias vestindo a pele da sua personagem. A cena dois e o photoshoot estava concluídos - era altura de terminar as gravações da manhã com a realização da primeira cena.
Como sempre fazia, expliquei aos integrantes da curta como iria ser gravada a cena, as movimentações que cada um teria de efetuar, a atenção às expressões faciais e aos pormenores de cada take, entre outros assuntos que podiam fazer a diferença no resultado final da curta. Na primeira cena, Mimi simplesmente tinha de estar deitada no chão, representando a morte de uma das suas personagens. Um papel simples que deu muitos problemas porque, ou a minha prima se ria, ou então demonstrava o seu lado mais rebelde ou, na sua perspetiva, o mais cool. Como? É melhor não ser escrito, pois há certas coisas que mais vale esquecer do que imortalizar...
Depois de ultrapassada essa fase da Mimi, chegou a vez da Susana. O suposto era as gémeas pegarem na minha priminha, segurando uma os pés e a outra os ombros e braços, e levá-la para um outro local da garagem. Porém, Susana não conseguia pegar na Mimi - a força não estava com ela. Assim, tive de me desembrulhar daquela situação com um pouco de magia cinematográfica. O rapaz dos filmes iria gravar de um ângulo em que ele e a Mara pegariam inicialmente na Mimi; no entanto, não daria para se perceber que era eu a pegar, em vez da Susana, pois só se viam os pés. Ainda bem que eu e a Susana tínhamos calçado sapatilhas ambas pretas. Mais uma situação resolvida!
As gravações da manhã tinham terminado e estava na hora do almoço. Todos ajudaram a arrumar o material que fora usado, e o combinado era irmos almoçar a casa da avó Cila - que ia fazer o seu famoso esparguete com carne estufada. Mais uma vez, o tempo parecia não querer ajudar. Ainda bem que tinha levado um guarda-chuva; embora só o tenha usado eu e uma das gémeas. As outras duas raparigas estavam com tanta fome que decidiram usar apenas o carapuço e correr. Era uma manhã de inverno rigorosa...
Excerto da curta metragem "O outro lado do medo"
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